
domingo, 19 de julho de 2009
Caritas in Veritate: uma lição para a CIP

Portugal no banco dos réus
Falou em responsabilidade social?

Num momento em que é sabido que alguns neoliberais se dedicam à discussão da "responsabilidade social", era bom que respondessem o que seria desses 41% de portugueses sem um estado social. Ou será que as suas conferências e seminários não passam de re-edições de feiras de vaidades?
AIG em conversações com Obama
Ground Zero, Africa

sábado, 11 de julho de 2009
"Leão" Alegre ao combate, finalmente!

Os resultados desta receita estão à vista em toda a parte: desregulação do mercado entregue a si mesmo, busca sem freio do lucro pelo lucro com total indiferença pelos custos sociais, ausência de ética e transparência. Na hora do colapso do neoliberalismo, MFL faz o discurso ultraliberal do Estado mínimo. À força de tanto querer rasgar, acabará por rasgar o horizonte social do 25 de Abril, consagrado na Constituição.
(...)
Seria preciso que os socialistas acordassem do seu torpor (...) e que as outras forças de esquerda, sem abdicarem da posições próprias definissem com clareza o adversário principal, e se interrogassem sobre as eventuais consequências de um eventual governo de MFL. Se MFL governar o povo da esquerda será o principal perdedor, independentemente da votação nos partidos que dele se reclamam.
Dir-me-ão que a maioria do PS não governou à esquerda. Eu também gostaria que tivesse governado de outra maneira. Mas também sei que uma maioria de direita jamais deixaria passar o referendo sobre a IVG e a lei do divórcio. Sei que com o governo de MFL o SNS será praticamente desmantelado e o papel do Estado, como ela já afirmou, "reduzido ao mínimo indispensável.
(...)
Para que um dia destes não estejamos a perguntar-nos (...) como é que um país maioritariamente de esquerda pode acabar uma vez mais a ser governado pela direita?"
Frases para a nossa memória

Yes we Can, III

O exemplo deve partir de cima. O recente tratado EUA - Rússia, que substitui o acordo START, vem promover um novo esforço de redução do arsenal nuclear das duas potências, desarmando parcialmente uma acrimónia crescente entre a América/UE e a Rússia, que a ex-administração Bush parece ter a certa altura decido patrocinar.
Seá apenas um início, mas o caminho faz-se andando...
Yes we Can, II
No passado 4 de Junho o presidente Obama lançou um apelo de convergência civilizado entre o mundo Árabe e o mundo Ocidental, afirmando que a América e o Islão partilham de princípios comuns de justiça, progresso, tolerância e dignidade humana.Numa acção sem precedentes, Obama endereçou também o Irão e, ainda que a sua comunicação tenha sido censurada nesse país, a prazo haveremos de ver os seus frutos.
Com isto, o novo presidente em funções reconhece a importância do diálogo entre os povos e começa a apagar os nefastos efeitos de acrimónia gerados da concepção "pré-histórica" de um "eixo do mal".
A "marreta" é sempre a opção de último recurso.
Yes we Can!
Momento Delicious

"Em declarações ao jornal "i", a publicar na edição desta terça-feira, o actual presidente do Conselho de Administração da Portugal Telecom critica Manuela Ferreira Leite relembrando um caso que o envolveu a ele, quando era administrador da Lusomundo Media (então no grupo PT) e a então ministra das Finanças do Governo PSD.
"Já parecem esquecidas as tentativas de intervenção do governo PSD na Lusomundo Media que levaram à minha demissão", afirma ao "i", revelando que foram pressões políticas que o afastaram da empresa.
Granadeiro indigna-se ainda com a surpresa da presidente do PSD, afirmando que foi Manuela Ferreira Leite que, como ministra das Finanças, obrigou a Portugal Telecom a comprar a rede fixa (que era do Estado) para dessa forma realizar receitas extraordinárias que equilibrassem o défice orçamental."
Os combustíveis mais caros antes de impostos!

A castidade histérica do PSD

Despudoradamente Absurdos

Pela segunda vez desde o auxílio do Governo norte-americano face à sua situação financeira desesperada, e apenas 4 meses após um primeiro escândalo, a AIG prepara-se para dar renovado mau exemplo de governação privada.
Com efeito, soube-se na passada sexta-feira (11 de Julho 2009) que a AIG se preparava para entregar mais uns quantos milhões de dólares (dos contribuintes norte-americanos) a meia dúzia dos seus executivos.
Viva a incompetência, o falhanço, a estupidez!
Sobre a condenação da ERC ao Jornal da Noite da TVI

Esta advertência algo rara - que pecará talvez por defeito de abrangência - suscita algum interesse, mas não posso deixar de pensar que dificilmente se tratará de mera coincidência.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
O homem de quem se fala
Forças de Bloqueio: regresso ao passado?
Agora, o actual Presidente da nossa querida República, Cavaco, parece apostado não só em entrar para o Guiness dos vetos como em fazer gala de se furtar a explicações públicas que fundamentem as suas razões de forma a que qualquer português entenda.
Primeiro foi a obscura questão dos Açores - que deu o tom para o que temos vindo a assistir - agora, os segredos de Estado (talvez mais grave, porque se trata de uma área que é urgente reformar).
Nada temos contra o exercer do direito de veto da Presidência da Républica. No entanto, num país "normal", seria exigido que explicasse de forma mais clara as suas razões.
Afinal, o que quer o Presidente dizer com:
"Sem prejuízo do mérito de algumas alterações agora adoptadas, o diploma em apreço contém soluções normativas que se afiguram graves para uma salutar articulação entre órgãos de soberania e para a interdependência dos poderes do Estado, bem como para a própria salvaguarda dos interesses que o segredo de Estado visa proteger, contemplando mesmo formas não admissíveis de condicionamento ou de contrição do exercício dos poderes dos vários órgãos de soberania" ?
Se não começa a explicar-se melhor dir-se-á em menos de nada que "Veta, para que Exista"...
O manifesto dos 52, ou contra manifesto Nº1
O manifesto dos 28

Contradições neoliberais

domingo, 5 de julho de 2009
Cortinas de fumo

O apoio de Sócrates a Barroso

1. O acesso a informação priviligiada sobre o que se passa na UE, de forma directa, ainda que por vias informais ou de "contexto".
2. Mitigar os efeitos políticos que uma falta de apoio a essa recondução poderiam ter, caso fosse o Governo português o único a não expressá-lo (Sócrates mostrou estar bem informado...) .
3. A oportunidade para influenciar a condução dos trabalhos da comissão no que se refere às pequenas economias europeias como Portugal, quer por via informal quer por antecipação, colhendo disso benefícios para os negócios estrangeiros da nação.
Por mais que Barroso deixe a desejar, Sócrates mostrou-se pragmático e inteligente, não tomando a árvore pela floresta.
Resta acrescentar que, sendo isto uma tese, vale a pena continuar a seguir os acontecimentos respeitantes a este tema (recondução de Durão Barroso).
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Sócrates: erros, virtudes e vitórias.

PSD: Vitória de Pirro nas Europeias

terça-feira, 16 de junho de 2009
Inquérito ao Banco de Portugal

No mínimo, tem também de se perguntar porque é que alguns dos membros da Assembleia da República já exigiam a demissão de Constâncio, ainda antes dos trabalhos de fiscalização à sua acção terem começado? O que "sabem" esses deputados de tão factual e importante que não possam muito claramente dizer? Ou será que apenas supõem indevidamente?
Ronaldo, os 93 milhões, e o Presidente

quarta-feira, 10 de junho de 2009
A Derrota
Em contra-mão à época de esperança que se vive além-mar, nos EUA, e sobretudo depois de 8 maus anos de influência Bush no mundo, e do desastre económico neoliberal, eis que a Europa não-abstencionista se resigna estranhamente à direita.Será que se trata de mais um episódio de quem segue com atraso o que se passa no novo mundo? Será esta a face da verdadeira "velha Europa"... ?
Não se pressente nesta inflexão uma maior união da Europa... a direita sempre conviveu mal com a noção do colectivo... o que me leva a pensar que isto seja mau presságio para a união política federal de que a Europa precisa. Veremos.
Esta vitória da direita é resultado de muita coisa, mas também:
1) Do desinteresse de vastas camadas de população nas suas democracias nacionais (sobretudo entre os mais jovens), o que confirma uma crise profunda das instituições e dos poderes, percepcionados como distantes, senão mesmo initeligíveis.
2) Do realçar de certos nacionalismos por culpa da abstenção e de renovadas difusões de receios excessivos face à imigração e à abertura ao exterior, de um modo geral, propagados de forma oportunista pelas extremas-direitas, que têm tido nas crises mais profundas o seu maior aliado.
3) Do falhanço das políticas moderadas, de "centro", supostamente mais "europeístas", na antecipação e contenção mais eficaz dos efeitos da crise.
4) Da conotação política de "Bruxelas" com "burocracia", um mal erradamente percepcionado como sendo essencialmente da responsabilidade da esquerda.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Marinho Pinto 3 - "Elite" de Lisboa 0
Foi engraçado ver exposta - à força de investidas do "granito do Marão" e perante uma estranha ruborescência de sorriso amarelo - gente de tão pequena estatura e falseado carácter "urbano".
"Só se perderam as que caíram no chão", e se o estilo não foi o da música barroca do costume, tanto pior para os duros de ouvido: já vai sendo tempo de escutarem Stravinsky.
Agredir pessoas por via da desonestidade intelectual, da injúria e da intriga, da omissão e da perfídia, da espionagem ilícita da vida privada, sem outros motivos aparentes que não a ambição e a inveja, é infinitamente menos "urbano" de se ver que o mais rude granito da Serra.
Mais Marinhos Pintos era coisa capaz de ajudar a livrar o país dessa gosma a cavalo de gentio, indivíduos de valores flácidos, eternos aduladores de uma decadente e corrosiva "Pax Romana"...
Dois excertos de opinião do sempre incisivo Baptista Bastos:
"Não me parece que Marinho Pinto haja sido tocado pela desonestidade, pela indecência, pela indignidade, ou movido por interesses cavilosos. Querem-no brunido, direitinho, ajeitado, dentro da esquadria: um artesão formal da aplicação das leis e seu complacente vigilante. Ele é, definitivamente, o contrário dessa banalização precaucionista que atingiu todo o tecido social e garantiu a instauração da indiferença, do abandono cívico e, finalmente, da coisificação do medo. "
"Dizem que ele acusa sem nomear. Mas, os que dizem, nomeiam-no sem rigorosamente o acusar de coisa alguma. Convém interrogarmo-nos sobre o que nos não tem sido dito."
sábado, 30 de maio de 2009
A Senhora e o "Chip do Terror"

terça-feira, 26 de maio de 2009
Debater a Europa
Digo isto porque a poucos dias de eleições para o Parlamento Europeu o debate sobre a Europa... quase não existe, ou é tão pueril que mete dó.
O que eu gostava de se ver debatido:
- Deve a Europa caminhar ou não para uma Federação?
- Qual a melhor forma para o alcançar?
- Como aproximar a Europa das pessoas?
- Como fazer diminuir a crescente Eurocracia que grassa em Bruxelas?
- Por que temas se batem cada uma das principais famílias políticas no PE?
- Deve ou não o Presidente da Comissão passar a ser eleito por sufrágio universal a 27?
- A PAC é para manter como está?
- Qual a política e os instrumentos para uma consequente Defesa comum?
- Em que sentido pode evoluir a pasta dos Negócios Estrangeiros da União?
- Quanto mais temos de esperar para uma efectiva união política?
- Queremos dimimuir a Europa Social, ou ampliá-la? O que pensa sobre isso Barroso?
- Irá a Europa, na defesa do interesse dos seus cidadãos, bater-se por uma globalização ética?
- Irá a Europa no sentido das 65 horas para que possamos competir com a "escravidão" Chinesa?
- Em que pode entender-se a Europa com os EUA, na defesa dos valores democráticos no mundo?
- Deve a Europa afirmar-se como espaço social e ético único, ou deve ceder à "real politik", aos interesses de circunstância?
- Depois da derrota burocrática da Agenda de Lisboa, que medidas pragmáticas deve desenvolver a Europa para promover a Ciência, a Cultura, as Artes e a Inovação?
O que será que pensam destas matérias os nossos candidatos ao "El Dorado" de Bruxelas?
Muito pouco pelo que se vê. Frases como "pelo interesse nacional eu assino por baixo", apenas revelam a habitual vontade de passar uma imagem de um pseudo-patriotismo sem qualquer conteúdo prático.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
A Sexta Coluna
"Concebida inicialmente para servir os militares, a Internet, tal como a conhecemos, emergiu à margem de todos os poderes. O poder político não se apercebeu que nascia um novo meio de comunicação, que pela sua natureza, rizomática, depressa se tornaria incontrolável.
O poder económico levou muito tempo a entender "como se podia ganhar dinheiro com aquilo" e deixou que a net se desenvolvesse numa lógica não comercial. Intelectuais, académicos, gente da cultura começaram por a rejeitar e depreciar em nome da arrogância habitual de quem se considera ser o guardião do saber. Para mais, ninguém, de tanto pensador e especialista que ocupa telejornais e a nossa paciência, foi capaz de antever a importância da rede.
Assim, graças a esse desinteresse geral, foi possível montar a Internet segundo um modelo absolutamente inovador na longa história da sociedade humana: o da liberdade. De tal maneira que até hoje continua a não existir nada tão livre como a Internet.
Tivesse ela sido criada por governos e assentaria num vasto pacote de leis restritivas, com imensos mecanismos de censura e bloqueio, policiamento, limites territoriais, bilhete de identidade, enfim, o habitual. Mas como os poderes demoram sempre muito tempo a reagir ao realmente novo, a teia foi alastrando, ultrapassando preconceitos e fronteiras - chegando mesmo àqueles lugares inóspitos onde ainda mandam ditaduras e totalitarismos - ligando pessoas e cérebros na sua criatividade e plena expressão livre. Hoje a net constitui um gigantesco organismo vivo, uma nova entidade planetária que representa um novo estádio da civilização humana.
Contudo, a partir do momento em que a Internet se tornou uma realidade incontornável logo surgiram em força os seus inimigos. Na primeira linha os homens de negócios. Incapazes de perceber o potencial de um cérebro em rede, sempre a encararam, até hoje, como uma mera traficância de venda a retalho. Muito poucos passaram da mercearia dos acessos.
Logo a seguir todos aqueles, e são muitos, os que odeiam a liberdade. Não há dia que não se tente demolir a net jogando com o sujo argumento do medo. Perigos, fraudes, spam, pedofilia, pornografia, desvio das crianças, arma perversa dos adultos, terrorismo, insegurança, pirataria, vírus, tudo serve para tentar reduzir a Internet a mais um canal de televisão. Ou seja, um meio de comunicação alienante, dominado pelos interesses privados, controlado pelos poderes políticos, de liberdade condicionada.
Ainda recentemente o Parlamento Europeu tentou impor uma directiva que para além da introdução da censura - sob o pretexto da defesa dos direitos dos autores - pretendia conceder aos fornecedores de serviços a possibilidade de limitar o acesso a determinados sites. Ou seja, passaríamos a ter de comprar pacotes de sites, um pouco como hoje se compram pacotes de canais de TV. Isto, que significaria o fim da Internet, felizmente não passou. Mas eles voltarão à carga.
A questão não é moral nem ideológica. A Internet revelou ser um poderoso meio de evolução positiva das sociedades e dos indivíduos. Precisamente por ser extremamente livre, permite a expressão de múltiplas e muito diversas ideias, más e boas naturalmente, mas que no seu conjunto geram uma dinâmica de criatividade única na história. Por outro lado, tendo-se tornado na grande enciclopédia que reúne praticamente todo o saber acumulado pela humanidade, assim como lugar de divulgação por excelência do novo saber que vai emergindo, representa um poderoso acelerador de conhecimento, inovação e desenvolvimento tecnológico. E, por fim, a sua grande abertura e interconectividade permitiu gerar novas redes de relacionamento social, aproximar pessoas, fomentar a cooperação, gerar novas solidariedades.
Pretender introduzir mecanismos de censura e impor limitações, não é por isso só um atentado às liberdades, é sobretudo uma perfeita estupidez que só pode levar a sociedade a regredir.
Manter a Internet livre não é uma simples reivindicação de cibernautas. É a mais importante batalha que se trava actualmente em prole do avanço civilizacional. "
(In)justiças
Eis um verdadeiro problema que alguma oposição deveria estudar mais a sério.
Outro problema importante diz respeito à assimetria de condições que enfrentam as pequenas empresas face às maiores: o Estado deveria ser mais complacente com todas as micro e pequenas empresas, sobretudo no período que atravessamos.
Não basta que se possa abrir uma empresa na hora, se o Estado se apressa a ligar logo o seu taxímetro implacável. Numa economia tão pequena e tão pouco diversificada como o é a nossa, era fundamental que se incentivassem coerentemente todos os arranques de actividade, toda a iniciativa privada de pequena dimensão.
O país bem disso precisa, mas essa liberdade - sabe-o bem que tenha pequenos negócios - ainda não chegou ao nosso país.
É mais um assunto onde seria de esperar mais afinco das oposições responsáveis e conscientes da realidade.
A Auto-Europa e os Tiranossauros Rex

sábado, 23 de maio de 2009
O veto e a falta de debate sobre regras anti-concentração dos media
Já desde os anos 50 que existem nos EUA leis que previnem contra a possibilidade de concentração exagerada dos meios de comunicação social, que com esse fenómeno perdem isenção, profundidade de investigação e ganham uma notável tendência à instrumentalização de opiniões.
Por isso seria bem necessária, para o presente mas sobretudo para o futuro, uma lei apropriada em Portugal.
Contudo, ninguém o discute seriamente, repetidamente, sobretudo nos meios de comunicação social.
Porque será? Talvez o presidente saiba.
Marinho Pinto 2 - Manuela 0
Marinho Pinto, sem papas na língua e dizendo frontalmente coisas que muita gente sente mas cada vez menos gente diz surpreende Manuela, estupefacta e apanhada pelo seu próprio jogo por uma vez...
A campanha milionária do PSD-V
Mais de dois milhões de Euros.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Aproximações ao PSD de Sá Carneiro
"Sá Carneiro não era de todo alguém que quisesse caminhar para o Marxismo, isso, como disse, é uma contingência revolucionária. Mas era claramente um Social Democrata. A sua inspiração estava no SPD germânico, e em Helmudt Shcmidt. O PSD foi formado com uma concepção de partido republicano e laico. O laicismo é aqui entendido como concepção que advoga a separação entre o Estado e as comunidades religiosas, e a neutralidade do Estado em matéria religiosa. O seu carácter republicano é explicado pelas suas raízes no Porto. Entre os seus dirigentes o PSD manteve republicanos históricos, e o que ficou conhecida por uma costela maçónica moderada. A sua primeira sede, curiosamente, foi no Grande Oriente Lusitano.Importa aqui fazer a clarificação mais importante. O que é a Social Democracia? Ou, dito de outra forma, o que demarcava o campo de Sá Carneiro, em termos ideológicos? De uma forma sintética e simplificada, é uma corrente de pensamento político que nasce no século XIX a partir do marxismo, advogando contudo a reforma progressiva (em lugar da revolução), pela via legislativa, do sistema capitalista no sentido de o tornar mais igualitário.A Internacional Socialista define social democracia a partir de três pilares para a construção de um Estado Social no quadro de uma democracia liberal, parlamentar e representativa. O primeiro destes pilares é precisamente aa ampliação do conceito de liberdade para além da esfera individual. Implícito está o reconhecimento de que livre iniciativa, e a propriedade privada dos meios de produção - que são reconhecidas - podem resultar em limitações de outras liberdades. Por isso, pela negativa, define-se a não submissão a aos legítimos proprietários desses meios, a não discriminação e a não opressão por formas de poder político. Na prática, a liberdade na social democracia não é confundível com um qualquer conceito de neoliberalismo ou de liberalismo social. Respeitando o direito à propriedade privada e à livre iniciativa económica, vai estabelecer fronteiras que estas não podem ultrapassar designdamente subjugando o que numa linguagem mais marxista se chamaria de força de trabalho.Em segundo lugar, a social democracia compreende no seu ideário a igualdade de oportunidades para todos, mesmo numa óptica de justiça social, isto é, corrigindo situações de partida desiguais, sejam físicas, mentais, ou no campo que nos interessa, económicas e sociais."
Os problemas vistos da perspectiva do Martelo
A analogia não é minha.
A professora... e as orgias
Foi tê-las feito com carácter dirigido (a uma aluna em frente de toda a turma e sem o mínimo de respeito). Pior: a professora ameaçou veladamente a turma, e enxovalhou publicamente a mãe da aluna por ser menos letrada do que ela.
Isto só video.
A Senhora virou Benny Hill
Embora haja tendências marcadamente mais parvas do que outras.
Nos seus comentários mais recentes, a senhora decidiu brindar-nos com o seguinte vaticínio bem disposto e cheio de ânimo (como de costume): "se o país fosse uma empresa estaria falido". Mais uma pérola!... Ó minha senhora, mas já olhou para as contas dos países neoliberais que tanto defende, ou defendeu? Estão nas lonas, minha senhora!
Para além disso minha senhora, e pela enésima vez: nem o país é uma empresa, nem a gente quer que o seja (pois é minha senhora, era quase assim no tempo do Salazar...).
Concorda-se claramente com a senhora quando diz que o Estado, em vez de se endividar ainda mais para sustentar linhas de crédito para as pequenas e médias empresas - embora não seja por aí que o gato vai ao leite... - deveria simplesmente pagar o que lhes deve mais cedo.
E no entanto, logo a seguir, a senhora diz que o que temos é um problema de (sic) "excesso de procura" (uma teoria digna dos prémios igNobel). Continua a senhora que, como temos "excesso de procura" e a oferta nacional não chega, temos de importar muita coisa, o que agrava as contas nacionais.
Mesmo ultrapassando com muito boa vontade essa absoluta mentira do "excesso de procura", lanço aqui um quizz. Devemos deduzir do raciocínio da senhora que:
a) Com a senhora no poder, ninguém mais poderá andar de automóvel a não ser que tenha sido cá produzido (os sovietes também pensavam assim)
b) Vamos regressar ao proteccionismo (e o Greenspan não a vai perdoar)
c) Vamos regressar ao condicionamento industrial do professor Oliveira Salazar
d) A senhora afinal até é cómica e decidiu gozar com a malta (era para contar a verdade, mas ficou para uma próxima: o país não pode viver sem importações)
e) A senhora é perita em alimentar espirais destrutivas na economia nacional (do tipo "tenham medo, tenham muiiitoooo medo, uh uh uh ah ah ah")
Das duas uma, ou esse "excesso de procura" é um falar para não estar calada, ou então é mais uma igNobel "verdade" da mentira que passou a integrar no discurso.
sábado, 16 de maio de 2009
A Entrevista Português Suave, II
Apresentou-se de permanente, madeixas alouradas, e uma quantidade considerável de base na cara. Envergava, pela primeira vez que me recorde uma cor menos triste, um casaquinho azul, a tapar uma descontraída camisa branca meio aberta que tentava a colagem a um certo estilo blasé (que ela definitivamente não tem).
Enfim, sempre foi um pouco mais sensato do que o habitual uniforme cinzento.
Uma coisa é ser-se pessimista, e outra bem diferente é passar derrotismo aos galões para os outros, em vez de os motivar a superar o estado de situação. Pode ser que a senhora, entretanto, tenha percebido esta verdade elementar (o que duvido).
De resto, esteve muito igual a si mesma, com algum "verdete" quando em face de perguntas que a senhora achava irritantes, ou impróprias para uma senhora. De uma boa avó não se pode esperar paciência para tudo, mas um pouco mais de carinho não lhe teria ficado mal.
Afinal aquele era um canal público e "o povo" já não come só "bacalhau seco"...
Esteve igualmente bastante cautelosa relativamente às faltas do Banco de Portugal; ou porque existem hostilizadores suficientes nas hostes para os mais diversos ataques ou porque, naturalmente, o ódio personalizado na "chefe" é uma coisa que não assenta bem.
Parece que a senhora já compreendeu isso também...
Tivemos portanto uma pequena evolução na forma, um "casaco novo" (seria importado?), uma senhora 2.0, frente a jornalistas um tanto tímidos e sem perguntas de acagaçar (não vá a senhora ganhar o plebiscito e correr com eles).
Ponto positivo quanto ao reverberar de agonia das pequenas e micro-empresas, que carece realmente de respostas eficazes que contenham a sangria, mas negativo quanto ao medo anquiolosado ao comboio, e ainda pior quanto ao aeroporto, sem quaisquer sustentações de peso que não a instilação primária do medo, coisa que desgraçadamente lhe é habitual.
E feio.
Quanto ao que a senhora quer para o país ficámos a saber o mesmo: ela define-se sobretudo por "oposição a" e raramente "em prol de".
Era de esperar, ou não fosse a senhora a sombra em pessoa.
O situacionismo em crise
Não que a crise não seja também nossa (logo deles); o problema é que as criaturas mal percebem que é todo o seu modo de pensar que verdadeiramente está em crise, mesmo no centro da crise.
"We need change", não de mais um regresso ao passado.
É curioso que o Salazar chegado ao poder manifestou a necessidade por "política de verdade".
Onde é que já ouvimos isto?





