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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Gaiola da Loucas

Podia ser uma uma expressão alternativa para aquela que já pegou para descrever o PSD actual (o "saco de gatos"), mas é afinal o título do mais recente espectáculo de Filipe La Féria.

Ora se fosse uma rábula política da S. Caetano à Lapa aí sim, tinhamos arte pop da boa em estilo agent provocateur, topas Francisco?

P.S. - Fui recentemente supreendido - mas não muito - quando percebi que o conceito de PSD "à portuguesa" já se internacionalizara e que certo belo país Europeu possui um partido que também dá pelo nome de PSD, e também é dominado por uma espécie de aglomerado viscoso de oportunistas de interesses privados, na verdade ex-comunistas recém-engravatados e bem vestidos, muitos deles ligados ao extinto aparelho geopolítico da URSS; um bando com gente de poucos escrúpulos e muita falta de vergonha, grandes amigalhaços de oligarcas de nordeste e verdadeiros entreguistas. Felizmente, lá como cá, perderam as eleições.

sábado, 7 de novembro de 2009

sábado, 26 de setembro de 2009

Lima não foi demitido, Cavaco está comprometido!


Afinal, a noticia da demissão de Fernando Lima era mentira para acalmar o fel da comunicação social, descoberta a carapuça da Presidência da República. Porque Fernando Lima não foi demitido mas apenas transferido de funções.

A um dia de eleições o PR comprometeu-se ainda mais com o seu resultado, ao mesmo tempo que alguns jornais ainda noticiavam que a PR mantinha as suas suspeitas de escutas e de que existia material e fundamento para essas suspeitas (suprema irresponsabilidade). O caso começa a ter algumas semelhanças com a suspeita de que Saddam teria armas de destruição maciça, inventada pelo pessoal Bush.

Tudo isto parece cada vez mais ser fruto de um Presidente desesperado, depois do Diário de Notícias o ter confrontado com a Verdade.

Foi mais um exemplo desse desespero o PR ter divulgado a visita do Papa a Portugal para 2010 como se fosse obra exclusiva sua, o que irritou e bem o Cardeal Patriarca, D. José Policarpo.
Tratou-se de mais um episódio de instrumentalização da religião. Não me esquecerei.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O próximo episódio da intriga? Mais medo!


Por certo existirá uma central organizada de difusão de contra-informação no PSD, de lixo informativo, deturpação de factos e intriga pública, estou quase certo disso. Gostaria de ver elencados publicamente os nomes dessas maçãs podres. Não me admiraria muito que se encontrassem no seu cerne alguns elementos de ligação à parte má do G.O.P. norte-americano, tal é a semelhança das técnicas e argumentos empregues.

Alguns "associados" a esta forma de estar tentavam hoje espalhar a dúvida, o medo e a incerteza, noutros semelhantes, com a alusão velada de que aí vinha um possível Governo PS-BE (hipótese que pelo menos Louçã já refutou categoricamente, e por mais de uma vez).

Os mini-propagandistas tentavam frear incautos e indecisos com o "vem aí a ditadura do proletariado", saltando num ápice e sem remorso, sobre as agruras do fruto da já longa série de intrigas completamente alheias à qualidade da gestão da coisa pública (freeport, tgv, jornal de sexta da tvi, escutas...).

O próximo "papão" parece pois ser espalhar mente a mente o "terror" que seria viver sob um Governo PS-BE (não que eu o deseje, note-se), dando isso como certo e firmado por "pactos secretos" a la Molotov-Ribbentrop.

Àqueles que ainda prezam as origens mais nobres do PSD: ponham a descoberto, desmantelem, denunciem essa quinta coluna negra do partido, que tanto tem deturpado, e tanto dano tem causado a um partido que poderia e merecia estar na política de forma mais séria.

Por este caminho é possível que venhamos a assistir a mais um golpe de opereta lá para sexta-feira...

You got some explaining to do!


sábado, 19 de setembro de 2009

Líderes futuros do PSD



Tentando ver além da actual bagunça política, intelectual, de premissas e valores em que se encontra o actual PSD, arrisco três futuros líderes com hipóteses de sucesso na sua reforma e desenvolvimento.

Qualquer um dos três, cada um à sua maneira, já faria muito mais sentido hoje como líder do que MFL: Paulo Mota Pinto, Paula Teixeira da Cruz ou Pedro Passos Coelho.
Porém, e até agora, o PSD só tem mostrado uma quase total incapacidade da renovação efectiva de liderança, e sobretudo em saber associar a necessidade de renovação com competência política assente em bases mais sólidas que a mera intriga, o mexerico, o mete-nojo, o mete-medo e o amen de letra minúscula.
Não fosse o PSD um partido hoje sem visão e que apenas pensa no curtíssimo prazo, e as coisas já poderiam ser diferentes.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Aproximações ao PSD de Sá Carneiro

Uma parte interessante de um artigo de Carlos Santos no blogue do Público:

"Sá Carneiro não era de todo alguém que quisesse caminhar para o Marxismo, isso, como disse, é uma contingência revolucionária. Mas era claramente um Social Democrata. A sua inspiração estava no SPD germânico, e em Helmudt Shcmidt. O PSD foi formado com uma concepção de partido republicano e laico. O laicismo é aqui entendido como concepção que advoga a separação entre o Estado e as comunidades religiosas, e a neutralidade do Estado em matéria religiosa. O seu carácter republicano é explicado pelas suas raízes no Porto. Entre os seus dirigentes o PSD manteve republicanos históricos, e o que ficou conhecida por uma costela maçónica moderada. A sua primeira sede, curiosamente, foi no Grande Oriente Lusitano.Importa aqui fazer a clarificação mais importante. O que é a Social Democracia? Ou, dito de outra forma, o que demarcava o campo de Sá Carneiro, em termos ideológicos? De uma forma sintética e simplificada, é uma corrente de pensamento político que nasce no século XIX a partir do marxismo, advogando contudo a reforma progressiva (em lugar da revolução), pela via legislativa, do sistema capitalista no sentido de o tornar mais igualitário.A Internacional Socialista define social democracia a partir de três pilares para a construção de um Estado Social no quadro de uma democracia liberal, parlamentar e representativa. O primeiro destes pilares é precisamente aa ampliação do conceito de liberdade para além da esfera individual. Implícito está o reconhecimento de que livre iniciativa, e a propriedade privada dos meios de produção - que são reconhecidas - podem resultar em limitações de outras liberdades. Por isso, pela negativa, define-se a não submissão a aos legítimos proprietários desses meios, a não discriminação e a não opressão por formas de poder político. Na prática, a liberdade na social democracia não é confundível com um qualquer conceito de neoliberalismo ou de liberalismo social. Respeitando o direito à propriedade privada e à livre iniciativa económica, vai estabelecer fronteiras que estas não podem ultrapassar designdamente subjugando o que numa linguagem mais marxista se chamaria de força de trabalho.Em segundo lugar, a social democracia compreende no seu ideário a igualdade de oportunidades para todos, mesmo numa óptica de justiça social, isto é, corrigindo situações de partida desiguais, sejam físicas, mentais, ou no campo que nos interessa, económicas e sociais."