domingo, 26 de abril de 2009

Eureka!

No meio das telenovelas, superficialidades pagas e campanhas de intenções, em que se tornaram os media portugueses, é bom ver quem, de vez em quando, diga algumas verdades.

Fica o link para um recente texto de Helena Garrido, que vale a pena ler:

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=364200

Excerto:

"A investigação académica sobre a crise económica portuguesa é... um silêncio aterrador.

Todos "achamos" muitas coisas, alguns emitem opiniões apenas porque simpatizam mais com as teses de uns do que de outros e há ainda aqueles que apenas contradizem. Mas o saber baseado em trabalho que suscite reflexão e debate não há.

A ausência de análise disciplinada pelo método científico justifica, em parte, o protagonismo das personalidades políticas e partidárias.

Dizemos que há uma crise portuguesa além da internacional. Em que baseamos essa afirmação? Basicamente, no reduzidíssimo aumento da produtividade, praticamente desde a crise de 1993. Mas, em Espanha, a situação ainda foi pior. A economia espanhola só teve os crescimentos passados devido ao aumento do emprego.

Por que aumentou tão pouco a produtividade? Que sectores têm condições para uma subida da produtividade? Respostas que poderiam dar importantes pistas para as escolhas das medidas adequadas para moderar a crise e garantir a retoma.

O Presidente da República, no controverso discurso de sexta-feira passada, alertou para o perigo de se estar a combater esta crise com medidas que vão criar dificuldades quando chegar a retoma internacional.

Os economistas [portugueses...], em geral, estão convencidos de que todas as actuações que aumentem o endividamento, especialmente do Estado, vão condicionar a recuperação. Mas será assim?

Por que é que a Irlanda, com uma dívida pública tão baixa, um excedente orçamental e um sucesso tão elogiado, entrou basicamente em colapso? O que justifica que Portugal esteja em melhor situação - no julgamento dos mercados - que a Irlanda e a Grécia?"

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