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domingo, 22 de março de 2009

Magalhães: um caso de má planificação?

O M.E. tem adquirido ao longo dos anos uma séria reputação para complicar aquilo que deveria ser simples, planificar confusamente, impor o impensável, etc, etc, etc...

O Magalhães, uma boa ideia, está a ser distribuido irregularmente pelas escolas: à hora a que escrevo será fácil encontrar inúmeras turmas em que uns têm, outros não (na mesma turma)...

Como pretende o M.E. explicar a crianças de tenra idade porque é que o colega do lado recebeu o Magalhães mais cedo, se ele o pediu ao mesmo tempo?


Depois de uma acção de marketing em que os jornalistas filmaram e escreveram sobre as entregas mas se esqueceram de reportar as retiradas... qual é a impressão que passa para as crianças da "autoridade" numa circustância como essa?

Por outro lado, e porque uns têm e outros não, torna-se impossível fazer actividades conjuntas de carácter pedagógico na sala de aula, recorrendo ao Magalhães.

De resto, e como interrogava um familiar meu professor: "conheces alguma sala de aula com vinte ou trinta tomadas para os Magalhães?" Assim de repente, confesso que não...

O Magalhães, sendo um boa ideia, tem uma autonomia energética de uma meia hora, ou pouco mais.

Conclusão: só pode ser usado para os T.P.C., o que não sendo pouco nem mau, anda muito longe do objectivo do M.E. para que seja utilizado de forma corrente em sala de aula.

Depois, em cima de todas estas questões - com certeza "pormenores" para os burocratas pomposos do M.E. - há a questão da internet... O Estado queria que fossem as escolas a pagar.

Estas não têm nem as infra-estruturas nem os recursos. Algumas câmaras pagam, outras não. É a confusão!


Enfim, é Magalhães, uma boa ideia que morrerá na praia por planificação mal feita e apressada.

quarta-feira, 18 de março de 2009

O país do fait divers

Mais uma semana, e mais uma história sensacionalista tratada na rama: os alunos ciganos nos contentores.

Afinal parece que a escola estaria apenas a tentar fazer progredir mais e separadamente esses alunos, por forma a mais rapidamente os integrar em turmas regulares.

Uma escola que aceita tamanha responsabilidade com um mínimo de condições - reparem que se tivesse recusado esses alunos nada sairía nos jornais, provavelmente - não deveria ser tratada de forma tão acintosa pelos meios de comunicação social.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Iceberg dead ahaed!

Por enquanto fala-se de crise mas, entretanto, a avaliação de professores continua como antes, num impasse.

A minha opinião: o falhanço da concertação para a reforma, e a parafernália administrativo-burocrática da 5 de Outubro são uma ameaça para o Ensino Público. Põem antes de mais em causa a capacidade do Estado o administrar.

Os baluartes da burocracia e do eduquês têm primeiro de ser renovados e reformados, antes que se acredite que venha a existir luz ao fundo do túnel.

Até lá, avançaremos, mas mancos e de cabeça baixa.