Esta história de asfixias e censuras pérfidas sem fim, repetida ad nauseum por um pretendente ao "trono" recentemente emigrado, coisa público-dependente mas pateticamente anti-estado, e que tem a mania de recorrer a hipérboles próprias de ditadores de pequena e balofa estatura... sinceramente, não há mais paciência...
O meu conselho é: vá-se tratar, pá!Cuide da sua saúde, homem. E de caminho, faça dieta.
Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei. Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.
Fernando Pessoa
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